Ser Professor do 1.º Ciclo

sexta-feira, junho 02, 2006

O processo de investigação em análise...

Mais um post, da minha parte, um dos últimos, se não mesmo o último. Queria fazer um apelo, mais um, à vossa participação, agora que nos estamos a aproximar das Jornadas da Prática Pedagógica e do encerramento oficial deste blog, pelo menos para os fins que foi proposto.

É precisamente pensando no processo de investigação e no blog, e olhando para o pouco movimento que apresenta, fruto de várias circunstâncias que já fomos discutindo, que gostaria de vos pedir uma última intervenção com um carácter, diria mesmo, ‘obrigatório’.

Estamos a terminar um processo que já ultrapassa os seis meses. Participaram numa sequência de três entrevistas de grupo sobre, respectivamente, “a formação inicial”, “o período de indução profissional” e “o projecto profissional e pessoal”. Fizeram, acto contínuo, três registos escritos por cada uma das entrevistas (alguns estão ainda a fazer o último registo!). E, finalmente, foram acompanhando o processo, de uma forma mais ou menos presente, com a vossa participação neste blog de discussão sobre o processo de investigação e sobre as temáticas que foram surgindo nas entrevistas ou outras que acabaram por ser objecto de análise neste espaço.

Aquilo que vos pedia, como forma de culminar este processo, era uma opinião pessoal e profissional acerca da vossa participação neste processo de investigação. O que foi para vós participar neste trabalho? O que mais vos agradou? Como se sentiram ao ler e escrever (ou não, para aqueles que não foram tão assíduos) neste blog? Quais foram as vossas dificuldades? Que pensamentos recorrentes surgiram quando pensaram no 'Professor Carlos' e no trabalho que vos propus?

Façam as vossas intervenções; escrevam aquilo que mais vos marcou. Façam um, dois, três comentários; quantos quiserem sobre os mais diversos aspectos… Aguardo com expectativa este processo de auto e hetero-avaliação do processo e dos intervenientes da investigação. Podem falar de mim, do meu papel, da minha participação/moderação/dinamização. Responderei a todos. Vou procurar também acompanhar as vossas reflexões com o meu contributo.

18 Comments:

  • Antes de mais nada, tenho que dar os parabéns ao professor Carlos pois penso que, com muita dedicação e perseverança, conseguiu levar a cabo uma parte do seu projecto que envolveu vários intervenientes!
    De facto, quando fui abordada pelo professor para participar neste projecto não hesitei nem um momento! Qualquer projecto de investigação, à partida, é muito enriquecedor e uma fonte de aprendizagem para qualquer pessoa! No entanto, este superou as expectativas!
    Primeiro, quero destacar o excelente ambiente que se viveu em todas as reuniões de grupo; foi óptimo, para além de rever colegas de curso, partilhar experiências, relatar episódios, trocar ideias, dar sugestões, ou seja, trabalhar com um verdadeiro espírito de equipa! E isto só foi possível graças ao seu projecto, pois de outra forma estes momentos, que deveriam ser constantes, raramente acontecem!
    Um outro aspecto a que não posso deixar de me referir está relacionado com o blog!Apesar de o professor continuar a achar que o seu funcionamento ficou aquém do desejado, eu continuo a afirmar que o seu resultado foi muito vom pois todas as pessoas, dependendo da sua disponibilidade (que nem sempre é a desejada) contribuíram com as suas ideias e opiniões! Este blog constituiu uma espaço onde professores puderam, para além de responder aos seus apelos, estar à vontade para desabafar, paa concordar ou discordar... enfim, esteve sempre aberto a tudo!
    Por último, destaco, sem sombra de dúvida, o professor: pela sua teimosia (no bom sentido!), perseverança (acho que já o disse), simpatia, companheirismo, compreensão e muita muita paciência (não é fácil "aturar" grupos de professores que gostam muito de converasr e divagar:))
    Para além disso penso que a sua excelente capacidade de organização foi um aspecto que, sem qualquer dúvida, fez com que este projecto tenha sido vantajoso e extremamente interessante para todas as pessoas envolvidas!
    Sendo assim resta-me dar-lhe os parabéns e pedir desculpa por, talvez, ter defraudado as suas expectativas!

    By Blogger Ana Beatriz Costa, at 6/03/2006 10:37 da manhã  

  • Olá Beatriz.
    Só para dizer que já li com muito interesse o seu comentário. Apesar de achar as suas palavras muito exageradas, não deixo de apreciá-las de forma especial.

    Tenho vontade de voltar mais tarde ao seu comentário. Há coisa que merecem mais atenção...
    Por agora prefiro esperar que outras pessoas se possam manifestar. No entanto, não queria deixar de registar a sua participação, Beatriz. Ainda assim, para terminar, também lhe digo, não identifico motivos por pensar que a sua participação me possa ter defraudado… Em que sustenta a sua suposição (pois, não deixou de colocar um “talvez”)?

    By Blogger Carlos Silva, at 6/06/2006 3:32 da manhã  

  • Olá Professor!

    A minha suposição deve-se ao facto de eu sentir que poderia ter colaborado de forma mais frequente, nomeadamente no blog. No entanto, não me foi de todo possível pois está a ser um ano bastante trabalhoso!
    De qualquer forma, e acima de tudo, aprendi muito com o seu projecto de investigação!

    Beijinhos

    By Blogger Ana Beatriz Costa, at 6/06/2006 8:18 da tarde  

  • Ainda bem; a reciprocidade de aprendizagens é um factor que me satisfaz neste projecto, coisa que a Beatriz, nas suas palavras, acaba por corroborar. Por aqui também se pode ver como a aprendizagem é um processo exigente… é preciso esforço, motivação, condições, … para que se torne significativo. E isto pode-nos fazer pensar nos alunos... Até quinta, nas Jornadas.

    By Blogger Carlos Silva, at 6/07/2006 4:14 da manhã  

  • Olá Prof. Carlos!

    Tal como a Beatriz, também sinto que aprendi muito com esta investigação. Mas, mais do que isso, sinto que este projecto veio preencher uma lacuna: permitiu fazer a ponte entre a prática e, de algum modo, a teoria. Ou seja, o facto de termos de participar com registos escritos acabou por imprimir muita exigência (não digo que não), mas fez-nos interrogar, investigar e reflectir sobre muitos aspectos da prática.

    Penso que este pode ter sido o início do projecto de acompanhamento aos professores que terminam a sua licenciatura, como já se falava no IEC. Para os defensores da ideia deixo o meu contributo dizendo que realmente vale a pena. Com isto não quero menosprezar o trabalho em equipa elaborado entre pares ao nível da escola, mas penso que é completamente distinto quando estamos a falar da possibilidade de contactar com pessoas cuja formação é muito similar.

    Sobre o Prof. Carlos... Talvez tenha ficado um pouco desiludido com os níveis de participação em alguns momentos. Não digo que não pudessemos ter participado mais mas, dada a capacidade que a nossa profissão tem de absorver todos o tempo disponível, considero que a participação não só foi em número adequado como também (e isso é o mais importante) permitiu verdadeiros momentos de reflexão, sobre temas interessantes e actuais.

    Finalmente, e como o Prof. Carlos foi meu supervisor, não foi surpresa a forma como a investigação decorreu. Ainda assim devo dizer que tudo correu bem graças à sua dedicação, rigor, esforço, exigência e organização, e foi, como sempre, um prazer trabalhar nestas condições.

    Espero que na fase final, nas jornadas, tudo corra bem e possamos de algum modo ajudar os colegas ainda em formação com a nossa (pouca ou muita) experiência!

    Até lá, bom trabalho a todos!

    By Blogger Ana Tavares, at 6/07/2006 8:14 da manhã  

  • Olá professor e colegas!
    Participar neste trabalho foi, sem dúvida alguma, bastante interessante e produtivo.
    Através das sessões, tivemos a oportunidade de partilhar opiniões, ideias, angústias, o que é sempre bastante interessante e enriquecedor.
    Os registos escritos permitiram-me, mais uma vez, reflectir sobre determinadas situações e, consequentemente, aprender.
    Em relação ao blog, creio que é um espaço bastante interessante e não creio que as participações dos professores tenha ficado aquém das expectativas. Os temas que foram sendo lançados foram bastante interessantes.
    Obrigada, professor, pela oportunidade em trabalhar neste projecto!

    By Blogger Paula Ribeiro, at 6/07/2006 10:51 da manhã  

  • Olá Ana e Paula. Só para registar também o vosso contributo. Parece-me que as vossas opiniões são demasiado unânimes. Não sei se gosto disso… Acho que vou ter que dizer algo mais para provocar o vosso sentido crítico… E não estou a duvidar da bondade e veracidade das vossas palavras…

    By Blogger Carlos Silva, at 6/07/2006 3:26 da tarde  

  • Ah! Já que estamos em fase de avaliação do processo tenho um pequeno reparo a fazer: as mensagens de aviso das postagens poderiam ser enviadas numa altura mais apropriada... :)
    Bem sei que posso sempre desligar o telemóvel mas como à partida ninguém me manda sms à noite e só me ligam em caso de emergência...

    Por outro lado, percebo o carácter de obrigatoriedade na entrega de trabalhos e participação do blog (ou de outra forma não se conseguia uma análise de dados) mas, de futuro, e se o tal projecto de acompanhamento dos ex-alunos do IEC for implementado, o carácter de participação deve ser totalmente facultativo. Os ex-alunos devem ser os primeiros a procurar voluntariamente ajuda por esse meio. Talvez assim a frequência seja mais elevada e até motivadora porque se pode falar de qualquer problema que surja na prática de cada um.

    Como vê não são só aspectos positivos!
    :) :)

    By Blogger Ana Tavares, at 6/08/2006 8:51 da manhã  

  • Olá Beatriz, Ana e Paula.

    Alguns comentários suscitados a partir dos vossos comentários sobre a investigação que tem como preocupação a construção do conhecimento profissional na formação inicial e no período de indução profissional:

    - Percebo que a disponibilidade para participar na investigação nem sempre foi a desejada. Parece ter sido mais fácil resolver o problema das entrevistas. É um momento, uma tarde; faz-se um esforço, organiza-se a vida, em devido tempo, para estar disponível, e depois passa. Ainda assim, três entrevistas espaçadas no tempo acabam por aumentar o grau de exigência. E isto, salvo uma falha ou outra, acabou por ser concretizado com sucesso.
    Já quanto à participação no blog, aí a disponibilidade acaba por assumir outros contornos bem mais complexos. O grau de exigência e de adesão assumem um carácter de continuidade, que parece ter sido um dos obstáculos mais difíceis de lidar, até se pensarmos que já levamos mais de seis meses de existência.
    O cerne da questão lida com três factores que, em conjugação, acabaram por produzir diferentes reacções e formas de encarar o problema.
    Ao primeiro factor chamaria-lhe de ‘consciência das dificuldades’ em participar no blog. Por diversos factores, que já foram discutidos (ver, por exemplo, o post ‘Blog quanto à forma’), a participação do blog tornou-se em algo absorvente e desgastante. Isso tornava a participação num acto pouco voluntário, quase compulsivo, o que não facilitava a dinâmica do blog.
    Depois, existiu também um outro factor sempre presente e que diz respeito à questão da ‘ética da participação’. Se somos membros da investigação, se aderimos a este processo de forma voluntária, não nos sentimos bem se defraudamos as expectativas. O próprio auto-conceito e imagem de capacidade, de realização do professor eram susceptíveis de ser colocados em causa pelo próprio e por quem conhecia o processo, com particular incidência pela figura do investigador que assumi.
    O terceiro factor a ponderar diz respeito ao ‘tempo’ – pode-se ler ‘disponibilidade’ –, relacionado com a condição da profissão, vista como exigente e absorvente. De facto, o tempo, acabou por definir o grau de participação das pessoas. Quer fosse um tempo físico (hora, dia, noite, fim de semana, períodos lectivos), quer fosse um tempo psicológico, a disponibilidade sempre pareceu algo comprometida, o que levou a diferentes formas de implicação com o blog e a diferentes momentos de interacção.
    A conjugação diferenciada destes factores que apresentei nos participantes levou a uma interacção muito heterogénea. Contudo, não deixo de reparar, salvo excepções, o cuidado que as pessoas tiveram em justificar “as ausências” mais ou menos temporárias, fazendo sobressair a questão da ética pessoal e profissional.

    - Sou sensível aos argumentos relacionados com a intensidade da profissão e da necessidade de preservar a vida pessoal, familiar. Para lá da quantidade de participações, que é um dado objectivo e que pode implicar algumas conclusões, parece-me que importa valorizar a qualidade das mesmas, proporcionando verdadeiros momentos de reflexão e análise da actividade profissional. Nessa matéria tenho de concordar com as vossas indicações e de manifestar a minha satisfação pelo sucedido, apresentando os meus parabéns pela capacidade manifestada.

    - Saliento o traço da aprendizagem, do benefício em participar em investigações que implicam a vossa profissão, que têm referido a propósito da adesão a este projecto… Já o disse, o sentimento é recíproco. Tenho aprendido e muito; tenho, sobretudo, feito uma análise da importância das relações interpessoais que configuram a formação de professores. Para lá dos conhecimentos científicos e pedagógicos, dos quais nunca abdiquei, verifico a necessidade de uma disponibilidade mútua entre formadores e formandos para se darem a conhecer, para partilharem conhecimentos, experiências e expectativas.
    Acho que precisamos de saber mais sobre o período de indução para melhorar os processos de formação inicial, lançar projectos de formação contínua ou de pós-graduação, que permitam fazer o acompanhamento desta etapa profissional, que vos capacite ainda melhor para enfrentar os diversos e exigentes desafios da profissão.

    - Tenho consciência da exigência do processo de investigação e do quanto isso implicou de disponibilidade, sacrifícios, para os quais, talvez, nem sempre estive devidamente sensibilizado, exigindo sempre numa medida, por vezes, exagerada. Provavelmente, a avaliação das exigências da participação podia não ter sido bem concretizada, tanto por mim como pelos membros da investigação. Nunca se pode usar aqui a palavra compulsivo, pois estamos perante processos de participação/adesão voluntária. Contudo, percebo que possa também ter funcionado, nalguns casos, de forma conflituosa, a gestão das expectativas e a pouca disponibilidade para dar cumprimento às exigências da investigação (sobretudo, do blog).

    - Aprecio a ideia de um trabalho ao nível da criação de uma comunidade de aprendizagem, a partir do IEC, a ser concretizado pelas formas que se entenderem convenientes. E aqui, os alunos e os ex-alunos devem assumir o protagonismo.
    Contudo, isso não inviabiliza a necessidade de se integrarem e de contribuírem para um trabalho entre pares, a concretizar a partir dos contextos escolares. Aliás, penso que a comunidade de aprendizagem dos professores formados pelo IEC deve ser pensada em função da concretização de um trabalho de integração e participação activa nos contextos profissionais, pois não faz sentido cultivar um ideal que não tenha implicações práticas, que não se traduza em benefícios profissionais, e que impliquem o próprio professor, as crianças, a comunidade escolar.

    - Apesar de entender que foi uma tarefa exigente, os registos escritos acabaram por funcionar como momentos da sistematização das aprendizagens que este processo acabou por despertar. Isto só vem, de alguma forma, realçar a importância da reflexão e do registo escrito nos processos de formação e aprendizagem.

    Nota final: SMS à noite! Realmente não me apercebi do alvoroço que podia causar… Eu explico: estava já na madrugada da viagem para a Finlândia e não queria deixar de enviar a mensagem antes de partir. Assim, presumo que terá sido já noite dentro, mas não me lembro da hora…

    By Blogger Carlos Silva, at 6/19/2006 5:53 da tarde  

  • Continuo à espera dos comentários dos participantes do Blog a este post. Há, entretanto, novos motivos no Blog que poderiam ser comentados, mas ficaria satisfeito se cingissem a vossa iniciativa a algumas palavras de reflexão sobre o processo de investigação... para quem ainda não o fez, e são a maioria.

    By Blogger Carlos Silva, at 6/20/2006 3:59 da tarde  

  • Olá professor!
    A minha opinião vai de encontro com o que a Ana disse, mas acredite que não combinamos nada!!!
    Concordo com ela quando diz que "este projecto (...) permitiu fazer a ponte entre a prática e, de algum modo, a teoria." Os registos escritos e as postagens que iam sendo feitas no blog, ajudaram-me a reflectir sobre a minha prática, o meu trabalho dentro da sala de aula, no intuito de conseguir equilibrar a inovação e a experimentação das práticas, e a segurança com que essas práticas têm de ser desenvolvidas. Só o trabalho de campo e a reflexão é que tornam possível esta (re)construção profissional, que caracteriza todo o percurso profissional, mas que é mais acentuada no período de indução.
    Dado que a reflexão tem grandes repercussões nas práticas pedagógicas, tal como referi anteriormente, considero que a criação de uma comunidade de aprendizagem já se instituiu, de certa forma, nos momentos em que nos reunimos, no blog... Desta forma, considero que deveria ser criada uma comunidade de aprendizagem alargada, não só ao período de indução, mas também ao período pós-indução.
    A nível pessoal, posso dizer que tive uma enorme satisfação em ter participado neste projecto. O facto de saber que tenho um espaço onde posso partilhar as minhas dúvidas, desejos, anseios e angústias, faz com que desabafe e me sinta "mais leve". Porém, esse mesmo sentimento, comunga de uma responsabilidade na reflexão e procura de respostas aos dilemas, sustentada, muitas vezes, pelo contributo que todos os intervenentes deram.
    Como é óbvio, as repercussões são evidentes... na melhoria, e profunda sustentação, das práticas.

    By Blogger Paula Ribeiro, at 6/24/2006 8:52 da tarde  

  • Olá, Paula.
    É óbvio que acredito que não combinou nada com a Ana, mas não estranho que coincidam nalgumas das vossas reflexões... obrigado.

    By Blogger Carlos Silva, at 6/26/2006 11:32 da tarde  

  • Olá a todos!!

    Com o atraso característico não quero deixar de comentar todo este processo, descrevendo espontaneamente (e que me desculpem as consequências de um testemunho tão intuitivo) o que foi para mim este projecto e a participação nele.

    Para começar devo dizer que a temática foi do meu agrado e pensei desde o início que este estudo era de facto inédito e interessante. Este interesse pela temática, a empatia com o Professor Carlos e a vontade de ajudar a desenvolver estudos sobre a minha profissão, no sentido de contribuir para que esta seja compreendida e até melhorada a forma como é construída, foram de facto os factores que me levaram a participar com vontade e entusiasmo (embora eu saiba que o entusiasmo nem sempre se sentiu...).

    A minha participação neste projecto no que diz respeito ao trabalho fora das entrevistas sinto que foi um pouco omisso e até mesmo negligente em relação ao trabalho que me comprometi a realizar. Como pude ver, os alunos mais antigos deste grupo, no qual eu me insiro, estarão todos num ritmo de participação semelhante ao meu, o que me leva a pensar que haverá algum cansaço da nossa parte no que concerne à realização de relatórios e demais registos escritos... Defeito de serviço, talvez (ou uma boa desculpa, como o quiserem entender). Mas como assumo esta minha falha/lacuna quero apresentar aqui o meu pedido de desculpa ao Prof Carlos e aos colegas.

    Quanto aos momentos da entrevista foram os que de facto mais me agradaram, onde mais participei, onde me senti mais à vontade, posso mesmo dizer que me senti em casa. As discussões foram acesas, tiveram muito de cada um e resultou, a meu ver, numa ávida troca de experiências profissionais, que se deu a sentir há muito tempo desejada.

    Desta forma é meu anseio ver este trabalho finalmente concluído e materializado demonstrando a todos a sua utilidade e a surtir os efeitos por todos mais desejados.

    By Blogger Joana Lisboa, at 7/11/2006 11:53 da manhã  

  • Olá Joana. Não tem que pedir desculpas.
    Ainda bem que decidiu escrever, pois o seu comentário é revelador de algumas reflexões que faço nos posts de análise sobre o blog.
    De facto, pode-se constatar diferenças entre a participação dos grupos, sendo que o seu acabou por estar mais 'ausente' do blog. Razões? A proximidade/afastamento temporal da formação inicial, a (ins)estabilidade profissional, o relacionamento entre os membros do grupo, … O encontro de amanhã, dia 12, também pode ser para conversar sobre isso… Conto com a a Joana.
    Obrigado pelo contributo; é sempre com gosto que leio as ideias/textos da Joana. O testemunho intuitivo fez revelar um carácter perspicaz e muito claro da sua análise, para além da face emocional e pessoal que me agradou particularmente, ainda que possa ter sofrido do efeito pós-traumático do acidente. Espero que agora esteja tudo bem e que não tenha passado de um valente susto.

    By Blogger Carlos Silva, at 7/11/2006 2:40 da tarde  

  • Apesar de tarde quero deixar aqui o meu comentário acerca deste projecto.
    Em primeiro lugar, o nome do Professor Carlos, para mim, é desde logo associado a muita organização, competência, amizade mas também muita exigência.
    Por estas características, para mim indissociáveis do professor, o projecto não podia deixar de ser de muita qualidade, com experiências que não só contribuíram para o trabalho do professor, mas também nos proporcionaram ambientes de aprendizagem, reflexão e debate.
    A troca de ideias e de experiências é infelizmente muito rara entre professores, mas são estes momentos que nos fazem reflectir acerca do nosso projecto pessoal de docentes.
    Por outro lado, o blogue. Confesso que este não foi o ano ideal para a minha participação assídua. O facto de estar a leccionar e a fazer o mestrado e de ainda estar envolvida noutros projectos, não me deixou com disponibilidade intelectual para, no final do dia, participar no blogue. Eu sei que o professor esperava mais de mim mas infelizmente foi impossível dar um contributo mais sistemático.
    Por fim, quero dar os parabéns ao professor, dizendo-lhe que tenho a certeza que fará um doutoramento brilhante e que eu estou disponível para colaborar em tudo o que precisar. É bom termos professores que se tornam amigos e que se preocupam em estudar os processos de iniciação profissional para poder contribuir, na formação inicial, para atenuar o "choque" com a realidade.


    Eva

    By Blogger Eva Santos, at 7/13/2006 4:13 da tarde  

  • Olá Eva. Obrigado por se ter dado ao trabalho de responder ao meu repto. Percebo que a disponibilidade nem sempre foi a que desejava e aquela que eu esperava. Já disse isto muitas vezes, as coisas aconteceram como teriam de ser; não vamos agora pensar como poderiam ser diferentes se… Nesse sentido, também eu teria de me penalizar por não ter sido capaz de mobilizar as pessoas para algo que, eventualmente, não aconteceu e nem sei se seria possível acontecer… Também penso que tenho nos Professores que trabalharam comigo um grupo de bons amigos. Quem sabe, noutras ocasiões, com outros propósitos, se não teremos oportunidade de voltar a colaborar.

    Quanto ao elogio do projecto e da minha pessoa, agradeço as palavras de incentivo, embora as sinta como algo exageradas, até porque, se fossem verdade estaria, provavelmente, com o trabalho praticamente concluído, o que está longe de acontecer. Todos temos as nossas características; umas mais favoráveis que outras. E é nestas alturas que sobressaem ou se vincam aquelas que não queremos ver tomar conta de nós. É verdade, ando por estes dias muito ocioso, o que não abona nada em meu favor e do andamento do trabalho. Espero que melhores dias virão, se bem que perceba que alguma coisa terei de fazer por isso. Estas palavras fazem-me lembrar a conversa com a Cláudia, no almoço do dia 12, sobre a dificuldade de lidar com a diversidade de solicitações e como isso pode bloquear a nossa capacidade de resposta.

    Para finalizar, tenho de lhe dizer, Eva, que lhe revejo todas as qualidades que me atribuiu, acrescidas de uma vantagem: reconheço-lhe um sentido pragmático que pode ‘simplificar’ tarefas e torná-las exequíveis em tempo útil. Isso é algo que eu precisava de integrar nos meus esquemas de trabalho.
    Pronto, já vai longa esta reacção ao seu comentário, pelo que me fico com umas palavras de boas férias e um incentivo muito forte para o seu trabalho de Mestrado. Boa Sorte.

    By Blogger Carlos Silva, at 7/18/2006 12:16 da tarde  

  • Antes de mais, peço desculpa pelo atraso deste meu comentário. Para quem participou em praticamente todos os momentos deste blog parece estranha esta minha ausência agora na recta final... Não, não morri na praia, mas quase!! Junho/Julho é sempre sinónimo de entregas de trabalhos, avalições dos alunos, relatórios para isto e relatórios para aquilo. Enfim, toda a gente se identifica com estas palavras...

    A verdade, e tal como a Eva e a Claudia referiram, ter muitas solicitações de diversas partes faz com que, muitas vezes, uma pessoa se perca! Porém, e mesmo tendo tido demasiado trabalho neste ano lectivo devido ao Mestrado, ao trabalho e ao Projecto CBTIC@EB1, procurei sempre dar o meu contributo aqui no blog! Sinto, neste aspecto, a sensação de dever cumprido e de uma satisfação enorme em ter participado numa investigação, que no fundo, aborda as questões do nosso quotidiano enquanto professoras(es) do 1º Ciclo. Assumo que, em certos momentos, a partilha aqui no blog ou nas entrevistas de grupo me ajudou bastante no ultrapassar de certos obstáculos. Acredito que o que se passou comigo também se passou com as(os) restantes colegas o que, já por si, constitui um grandioso contributo do processo de investigação.

    Outros mais contributos existiram. Estar aqui a referi-los só vou repetir o que já foi dito por todas(os). O Professor Carlos também já conhece a nossa opinião!

    Assim, resta-me dar os parabéns ao Professor e a todos os que contribuiram para esta investigação.
    Agora, Professor, surge uma nova etapa! Desejo-lhe sucesso para a sua concretização e força para enfrentar aqueles dias em que parece que o mundo inteiro está contra nós ou aqueles em que parece que sofremos de uma "afasia intelectual" e nada conseguimos escrever/reflectir.

    :)

    By Blogger Luciana Ferreira, at 7/24/2006 12:26 da tarde  

  • Não tem que pedir desculpa, Luciana. Já disse isto várias vezes a outras tantas pessoas. E no seu caso, que incluo no grupo das pessoas mais activas deste blog, isso assume particular relevo. Espero agora que vá para a praia (ou outro lugar aprazível da sua eleição) para desfrutar e descansar.

    A Luciana é a prova que, apesar das várias solicitações, ainda conseguiu gerir o tempo de forma a manter uma participação activa e interessante neste blog. Por isso, o meu reconhecimento. Se essa participação na investigação acabou por ser útil na sua actividade profissional, tanto melhor. Essa era uma das possibilidades da investigação: tornar-se num processo formativo. Parece-me que o exemplo da Luciana acaba por ser um testemunho no sentido em que as diversas solicitações podiam-se complementar e não entrar em conflito, como acaba por sugerir a ausência de algumas pessoas do blog.

    Espero agora estar à altura do vosso contributo e dar seguimento e esta difícil e árdua tarefa de dar sentido a todo este processo de investigação. De facto, há momentos em que paralisamos sem saber muito bem os motivos… Espero mesmo que não passem de ‘dias’ e que tudo rapidamente faça sentido e ganhe consistência. É isso que me proponho fazer no próximo ano lectivo.

    Obrigado Luciana por ter partilhado connosco as suas vivências.

    By Blogger Carlos Silva, at 7/25/2006 1:39 da tarde  

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