Ser Professor do 1.º Ciclo

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Formação inicial do IEC é boa e recomenda-se!

Uma postagem que pretende ser simples na mensagem, mas profícua nos comentários, por isso, preparem-se!

É assim, tanto nas entrevistas como neste blog, várias vezes ouvi (li) comentários que apreciam e qualificam a vossa formação inicial como de ‘excelência’, ‘muito boa’, ‘entre as melhores do país’, apesar da tendência para lhe apontar alguns problemas ou defeitos (dizem vocês, no sentido de ainda a poder tornar melhor e mais capaz).

A acreditar no que dizem (imodéstia à parte, também tenho motivos para crer que pode ser assim) há certamente muitos aspectos/factores que valorizam e fazem parte dos atributos positivos da formação inicial que receberam no Instituto de Estudos da Criança, da Universidade do Minho.

Aquilo que vos peço é isto: procurando não se repetirem, no sentido de diversificar e complementar os argumentos, concretizem os motivos, os indícios que vos levaram a formular esse sentimento. Dito doutra forma, se vos pedissem para fazer a apologia da formação inicial do IEC, da UM, o que diriam?

13 Comments:

  • Creio que a formação no IEC é, sem dúvida alguma, a melhor. Hoje, o que sou e o que sei devo-o muito ao que aprendi no IEC. Não me ensinaram receitas nem como "dar aulas" para crianças do 1.º ao 4.º anos mas, pelo contrário, ajudaram-me a saber trabalhar com crianças. E saber trabalhar com crianças é muito mais do que lhes ensinar conteúdos, é ajudar-lhes a ter interesse pela escola, a ver a aprendizagem como algo interessante, útil, saber olhar/trabalhar com a diferença. Agora estou a trabalhar com crianças que estão matriculadas no 1.º ano e a minha preocupação é perceber como é cada um deles e ajudá-los a todos os níveis.
    Para além deste aspecto, creio que a formação também prima pelo rigor e pela eficácia. Os projectos que nos ajudaram a desenvolver provam que, havendo vontade, a prendizagem pode ser bem sucedida.
    Em suma, a formação é a melhor porque nos prepara para sermos pessoas: cooperativas, flexíveis, criativas, trabalhadoras, rigorosas, capazes de marcar pela positivas muitas crianças!
    Esta certeza acentua-se cada vez mais quando contacto com professores e pais e me dizem que os alunos gostam de estar na escola!

    By Blogger Paula Ribeiro, at 1/19/2006 8:03 da tarde  

  • É verdade...
    também sinto realmente que hoje se sou capaz de construir conhecimentos com as crianças, numa perspectiva de aprendizagem recíproca, devo-o ao IEC.
    Claro que "o caminho faz-se caminhando" e, tal como acontece em tuod na vida, muitas vezes há que voltar atrás, reflectir, tomar decisões, e começar de novo...refazer....repesar...e reavaliar...

    Se calhar foi isto que mais aprendi no IEC:
    Educar não é mais do que uma construção contínua.
    Os modelos da nossa construção...somos nós que os escolhemos.....as ferramentas....aprendemos algumas...mas é preciso utilizá-las e ir ajustando-as às necessidades do quotidiano....

    Uma coisa é certa....

    Quando acabei a formação no IEC, não tive medo para defrontar qualquer que fosse a realidade educativa...e até hoje...o balanço tem sido positivo....

    By Blogger Nuno Monteiro, at 1/19/2006 10:26 da tarde  

  • De facto, devo reforçar tudo o que foi dito pela Paula e pelo Nuno pois consegui rever-me nos seus comentários.

    Pode-se argumentar que a nossa formação inicial nunca nos pode preparar para todas as situações que podemos encontrar num terreno cada vez menos previsível, pode é plantar-nos a semente que nos obriga a ser cada vez melhores e a querer aprender sempre mais tendo por objectivo final o melhor para os nossos alunos ou o velho (que nunca o é) chavão do “sucesso educativo para todos” e isso julgo que a formação e os vários docentes me conseguiram incutir ao longo dos quatro anos de trabalho em conjunto.

    Claro que muitas vezes me deparo com angústias e dúvidas mas creio que isso acontece porque me preocupo e porque me "ensinaram" a preocupar-me...

    By Blogger Cláudia Lopes, at 1/24/2006 8:42 da tarde  

  • Olá aos três primeiros participantes nesta postagem: Paula, Nuno e Cláudia. Obrigado pela vossa prontidão com que trataram esta questão.
    Vejo que o movimento no blog não é muito. Ainda assim não perdi a esperança. Cá fico à espera de mais comentários.
    Um abraço amigo, Carlos Silva.

    By Blogger Carlos Silva, at 1/25/2006 12:52 da tarde  

  • Considero que a Formação Inicial que é oferecida pelo IEC é positiva e rica em experiências de aprendizagem. A metáfora ideal para a qualificar é a de um alicerce forte e seguro que a instituição em si coloca à disposição dos seus alunos para que construam as paredes de uma casa que será o futuro profissional positivo e encorajador.
    Parece-me, no geral, que a Formação Inicial do IEC está repleta de um corpo de profissionais docentes altamente especializados e acessiveis que nos conduzem nas nossas aprendizagens, fomentando um certo espirito que todos reconhecemos após a inserção na vida activa: um espirito de investigação, de colaboração e criatividade, factores muito importantes para o exercício da profissão.
    O factor crucial da importância da formação é a inexistência das ditas "receitas". Isso faz-nos crescer como professores, faz-nos construir etapas e superar obstáculos significativamente. Dá-nos instrumentos para desenvolver a nossa autonomia! E nos momentos de angústias e dificuldades relembramos todos esses ideias, olhamos em frente e avançamos!
    Claro que existem arestas a limar, sobretudo ao nível do currículo da licenciatura mas, acredito que em devido tempo tal irá ser repensado.

    By Blogger Luciana Ferreira, at 1/25/2006 9:49 da tarde  

  • Olá a todos. Parabéns pelos comentários super, hiper favoráveis à nossa formação inicial. Universidade, Universidade só mesmo a UM. Será?
    Todos sabemos que a formação inicial é o pilar de uma profissionalidade edificante e reflexiva, em que o dia-a-dia lectivo é simultaneamente o resultado e a construção de uma aprendizagem.Para nós, aquela que nos foi ministrada pela Universidade do Minho, foi imprescindível para podermos assumir o papel de professores com confiança, acreditando que somos peças fundamentais de inovação pedagógica. Mas,...há sempre um mas, existem alguns elementos que durante a nossa formação desconhecemos ou não temos consciência da sua influência no quotidiano escolar, como a irrevogável influência que o ambiente familiar tem no (in) sucesso escolar dos alunos. Há determinadas características da família que condicionam a motivação e desempenho do aluno.
    Beijos para todos e até à próxima.

    By Blogger Bárbara Costa, at 1/26/2006 9:48 da tarde  

  • Olá todos.
    Só posso concordar com o que tem sido dito e, para não repetir ideias, vou só salientar um aspecto, um legado da nossa formação, que é o facto (que alguem já referiu) de sentirmos a nossa profissão com preocupação e ansiedade. Claro que quando comecei a notar preocupação, ansiedade, pensei que era só a minha inexperiência a falar mais alto. Mas começo a sentir que é mais do que isso. Por comparação com formas de actuação de outros colegas de profissão, vou me apercebendo que esta sensação é mais forte e diferente quando falamos dos formandos do IEC. Claro que há outros profissionais que se preocupam com os seus alunos, se atingem ou não as competências, se o trabalho que desenvolvem é ou não ajustado aos alunos, os contextos sociais e familiares de onde vêm os seus alunos...
    Mas os colegas da Universidade do Minho sentem as mesmas preocupações mas, com a grande diferença de que partimos do principio que temos de ser nós, professores, a mudar. Mudar de estratégias, procurar outras actividades, materiais, tornar as tarefas mais dinâmicas e apelativas, para daí, então, partirmos ao encontro do sucesso educativo.
    E, quando vamos parar a uma escola, perdoem-me a falta de modéstia mas somos os primeiros a abrir a porta da nossa sala de aula, a mostrar as nossas preocupações e ansiedades aos colegas (que também têm problemas na sala de aula, mas é porque os seus alunos não são estimulados en casa. Nunca é porque as actividades que se desenvolvem são rotineiras e pouco motivadoras...)
    Parece que somos os únicos com a consciência que não somos perfeitos e temos ainda (e sempre teremos) muito para aprender e crescer. Sozinhos, com os nossos alunos e com os nossos colegas (os que sabem partilhar...).
    Desabafos...

    Beijinhos para todos.
    Bom trabalho.

    By Blogger Elisabete Rodrigues, at 1/28/2006 5:12 da tarde  

  • Olá a todos, mais uma vez.

    Um abraço especial para as três novas participações nesta postagem: Luciana, Bárbara e Elisabete (uma saudação muito particular para a Bárbara que finalmente, e ainda bem, conseguiu participar neste espaço de reflexão; bem-vinda).

    Permitam-me uma síntese destes três comentários sobre a formação inicial:
    - Acesso a instrumentos de trabalho em vez de receitas, permitindo o desenvolvimento da autonomia profissional (Luciana);
    - Formação de professores de carácter reflexivo que se tornam em peças fundamentais de inovação pedagógica nas escolas (Bárbara);
    - Formação de professores que sentem a profissão com preocupação e ansiedade, como forma de questionamento e de melhoria da prática, no sentido de promover o sucesso educativo (Elisabete).

    Obrigado. Voltem sempre.

    By Blogger Carlos Silva, at 1/31/2006 11:39 da manhã  

  • Olá a todos!

    Como praticamente tudo foi dito permitam-me algum devaneio...

    Adormecer e acordar, por vezes, a pensar na escola não parece um comportamento muito normal... Mas, a quantos de vós é que não acontece? Pois é, isto deve-se ao facto de não encararmos a opção que fizemos como um emprego mas como uma forma de estar na vida. Faz parte de nós!

    Esse será talvez o maior legado deixado pelo IEC. Bem, quase que posso dizer que o próximo slogan do IEC poderia ser algo do género "Venha fazer da educação a sua vida!"

    De facto, nós alunos da UM, somos rotulados favoravelmente devido à nossa formação inicial. Prova disso mesmo foi um comentário de uma colega no fim de uma festa temática que a minha turma quis organizar para as restantes turmas da escola. Eu dizia que agora tinha que "acalmar" no sentido de não fazer tão cedo actividades tão dispendiosas em termos de energias no que concerne à planificação, ao tempo dispensado, aos recursos utilizados, ao envolvimento da comunidade escolar (incluindo a associação de pais), ...
    A colega, mesmo conhecendo-me apenas à dois meses, disse simplesmente: "Oh, Ana, tu não consegues parar por aqui!"

    É simplesmente delicioso ouvir isto...

    By Blogger Ana Tavares, at 2/01/2006 10:24 da tarde  

  • Olá Ana.
    Apesar de estar com sérios problemas com o meu computador e estar muito aflito, nesta altura que mais precisava dele (esta dependência das máquinas é incrível), pois não sei ainda como vou resolver este assunto - estou a trabalhar a partir de um dinossauro ou um pré-histórico (com queiram dizer, tanto me dá; o resultado é o mesmo: mau, péssimo,...) - não podia deixar de comentar este seu texto.
    Se a conheço bem, e deixe-me dizer-lhe que sou exigente nas avaliações que faço (deve saber disso...), só posso corroborar com as palavras da sua colega de profissão.
    Ainda bem que assim é, ainda bem para os seus alunos. Continuação de bom trabalho!

    By Blogger Carlos Silva, at 2/02/2006 12:55 da manhã  

  • Vou pegar um pouco no comentário da Ana e brincar, se me permitem, um pouco com a situação!

    Realmente acho que hoje não vou dormir! Amanhã começo a trabalhar numa nova escola e as inseguranças lá estão de volta! Realmente isto não pode ser um trabalho...É a nossa vida! Tudo, ou quase tudo, que anda no nosso pensamento lá se vira para a escola, para os alunos, etc...

    Não aconselho esse slogan, isto é se o objectivo é chamar novos colegas! Acho que não é suficientemente convincente para ultrapassar a imagem que diariamente os media mostram da Educação: concursos mal dirigidos, professores descontentes, escolas a fechar, a Banda Larga (que até a mim começa a chatear...).

    Nem a propósito! Acaba de passar na SIC uma reportagem sobre uma escola que tem computadores novos e banda larga, mas não tem água canalizada e transportes! Haja Banda Larga!

    Continuando...Com tantas coisas só quem acorda a pensar na Escola e dorme a pensar no que vai fazer no dia seguinte com os seus alunos é que resiste!

    :)

    By Blogger Luciana Ferreira, at 2/02/2006 9:16 da tarde  

  • Olá Luciana!
    A teu comentário fez-me sorrir. Sim, porque nestas circunstâncias, admira-me a capacidade para conservares esse bom humor, pois consegues manter um tom bem disposto sobre situações que dariam para qualquer pessoa desistir antes de começar a fazer qualquer coisa!
    Pois bem, parabéns por este momento tão refinado e subtil de humor... Gostei, o texto é excelente! Espero que essa postura te ajude a enfrentar os problemas e a seres bem sucedida, agora que vais conhecer um novo contexto escolar (outra vez parabéns). Felicidades e sucesso nessa nova etapa.

    By Blogger Carlos Silva, at 2/03/2006 2:51 da manhã  

  • :) Obrigada pelo seu comentário! Realmente encaro a vida com seriedade, mas acima de tudo, procuro sempre um toque de humor para, talvez, libertar o stress do dia-a-dia. Sem isto não aguentava!

    Obrigada também pelos votos de felicidade. O meu primeiro dia como professora titular de turma foi um desafio que superei! Agora é olhar em frente!

    Bom trabalho para todos! :)

    By Blogger Luciana Ferreira, at 2/03/2006 9:46 da tarde  

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